17.11.15

Epílogo

Várias coisas passam na minha cabeça hoje, após ter escrito ontem, aqui neste blog, que eu tenho há 10 anos. Ontem eu escrevi tudo o que eu queria dizer sobre tudo o que me sufocou em 2013/2014. Então eu dei uma lida nas primeiras postagens de 2014, quando eu me lembro bem de como eu me sentia, que era exatamente como essa pessoa manipuladora com quem eu convivi queria que eu me sentisse. Aliás, queria não: Exigia! Por diversas vezes ela me escreveu me incitando a retirar daqui qualquer material que dissesse respeito a ela. Fiz isso, seu nome não é citado, não tem foto, não tem referência alguma. Vá em paz.

Numa das últimas vezes que essa pessoa me escreveu, que foi quando eu estava acamado com um conjunto de fraturas na perna direita, eu mandei a ela, como um pedido para que ela não me contatasse mais, o vídeo que segue. 






Eu tentei perdoá-la. Até escrevi uma vez acho que no fim do ano passado a ela dizendo isso. Mas não era como eu me sentia. Perdoar pessoas que nos fizeram de bobo, nos enredaram numa situação absurda, consumiram uma fortuna do nosso dinheiro e depois simplesmente armaram sua escapada às escondidas, inventando toda espécie de vitimização para justificar suas atitudes, desculpa aí, mas eu não nasci para me curvar às criaturas que são assim. 

Eu vejo na TV (o que me diz que provavelmente é mentira), que alguns pais perdoam os assassinos de seus filhos, após muitos anos. Eu acredito na capacidade que tenho de evoluir a esse ponto, esse momento apenas ainda não chegou. E tem também todo o aprendizado que isso rendeu. Tudo o que fui capaz de descobrir a meu próprio respeito, assim como a doença bipolar, essa situação pela qual passei me ensinou muitas coisas que hoje me servem. Também me deu medos que eu não tinha ou não sentia dessa forma. 

Enfim, paguei um preço bem alto por um aprendizado essencial. Muita gente pode char que eu exagerei, talvez até como um mecanismo de defesa para não enxergar os próprios problemas. Tudo certo.

Jamais vou deixar de admitir, me apaixonei por essa pessoa em certo momento de minha vida e essa foi minha ruína. Isso é algo que vale a pena ser refletido por mim no futuro, já que eu passei a abominar completamente qualquer tipo de paixão, depois dessa relação.

Eu acho que não tenho mais coragem de me apaixonar. Minha namorada sabe disso também. E isso dói nela. Talvez essa seja nossa ruína, se o excesso de paixão me ferrou da última vez, no futuro vou me ferrar porque não me apaixono nunca mais, nesta vida. Nas minhas contas, na matemática da minha vida, ou só no meu pensamento de hoje em dia, um saldo positivo será sentido com muito mais facilidade, na medida em que eu me libertar de toda e qualquer paixão. 

Não sei se meus filhos vão me amar pra sempre. Não sei se terei saúde. Não sei se terei minha namorada atual ao meu lado. Não posso contar com absolutamente nada que não seja quem eu sou, pra mim mesmo.

Mas isso nunca foi tão suficiente.

Fui. 

16.11.15

Aumente seu penis? Ou diminua sua vagina?




Minha última postagem, dias atrás, mostra bem como eu fico quando estou meio descontrolado. Acontece. Não sei como é com outros bipolares, mas eu meio que escolho alguma situação que me fez muito mal no passado e compulsivamente a repito quando fico meio maníaco. Não se repete certos comportamentos por prazer, nem por prazer pelo sofrimento. Repete-se porque a natureza de certos transtornos é repetir e o inferno é a repetição, simples assim.

Se é pro rótulo ajudar, eu digo que creio que não tenho só bipolaridade, mas também Transtorno Dismórfico Corporal. Algo parecido com bulimia, anorexia, vigorexia, essas coisas. Uma visão distorcida de minha própria imagem corporal, que se agravou profundamente depois das besteiras que eu ouvi e das insinuações que eu suportei no relacionamento-relâmpago que eu tive com a psicopata que me recuso a reconhecer como sendo gente, porque conseguiu me deixar com tamanha descrença no ser humano a ponto de eu acreditar que Deus nunca existiu.


Mas deixa eu falar de rótulos. O Transtorno Dismórfico é um traço do Transtorno Obsessivo Compulsivo. Se eu estiver errado, algum profissional pode me contrariar. Então. Como eu contei aqui anteriormente, fiquei com sérias dificuldades de intimidade depois desse meu relacionamento tortuoso. E eu não queria contar pra namorada, porque achava que de alguma forma isso podia prejudicar mais do que ajudar. Mas eu não tinha mais escolha, porque minha dificuldade começou a refletir no comportamento dela, afinal, tem a parte onde ela se apoiou no fato de que se eu é que tenho problema, ela não precisa tomar iniciativa sexual nenhuma, já que, de fato, toda iniciativa sexual "mais ousada" dela, que me pega meio desavisado, me constrange, mesmo depois de um ano e meio, o que torna isso meio como uma desculpa para ela deixar que as carências de afeto dela - que demandam que ela espere pela minha atitude - sejam encobertas também, sem esforço, pelo meu problema de intimidade.

Então eu contei a ela sobre como certas coisas que estão escondidas no subconsciente nosso podem eclodir e nos enlouquecer algumas vezes e sobre como pessoas com formação na área, algum tipo de feeling a esse respeito e sérios desvios de conduta, apresentam outro nível de manipulação. Eu contei as humilhações a que fui submetido no meu último relacionamento e que me marcarão para sempre. Como exemplo, cito uma das frases que eu ouvi daquela pessoa: Você é pequeno para mim, algo que não se deveria dizer a um homem, após um ano de namoro perturbado por insinuações sobre a mesma coisa, durante o ano todo.

Minha namorada me disse, mas você entende que eu não sou ela e que se ela tinha essa opinião a seu respeito, o problema era dela, não é o que eu sinto nem o que eu acho. Eu disse a ela que esse era um dilema impossível, pois eu estava ciente também que ela jamais ia querer me ofender. Ela me disse que eu tinha razão nisso, ela jamais ia me ofender, se ela achasse isso ela simplesmente cairia fora e nem eu nem ninguém jamais saberia o motivo. Ela é decente, sempre foi, então não é papo furado, me convenceu.
Eu tenho que expressar minha solidariedade aos caras que sofrem por isso, independente de terem ou não um problema real de medidas*, se é que isso existe. A maioria jamais vai admitir que sofre, mesmo quando não tem nada errado e daí, muitos jamais vão ligar problemas de déficit de ereção a isso, por mais que a literatura médica esteja recheada de exemplos nesse sentido. Como a maioria não admite nem pra si mesmo, resta as mulheres muitas vezes achar que o cara ou é viado ou não quer nada com elas e nenhuma dessas alternativas é necessariamente verdade, mas o que é mais uma pecha desse nível pra um que já é chamado de pau pequeno pela namorada psicopata?

*segundo as "mais recentes pesquisas", arredondando, 13 cm de comprimento por 12 cm de circunferência é a "nova média mundial", calcada em 15000 avaliações que consideraram apenas medições feitas em consultórios e não o que está na mente do cara sobre quanto ele mede e conta pro médico, pros amigos ou aumenta pra namorada. 

Como todo obsessivo compulsivo que se preza, eu pesquisei o que está colocado aqui, com muita propriedade, independente do que diz a medicina, inclusive os exercícios de aumento peniano, que a medicina insiste em dizer que não funcionam. Que coisa, então Deus deve existir e está querendo se redimir,  já que eu mesmo testei e deu certo pra mim, um aumento modesto, mas bem real. Só que Deus provavelmente não existe e a medicina está comprovadamente errada quando diz que nenhum tipo de exercício resolve. Se a medicina não quer incentivar esse tipo de "fisioterapia intima masculina", por considerar as pessoas como retardados que vão causar autolesão* e depois culpá-los, eles deviam ao menos pesquisar melhor antes de sair colocando qualquer coisa nos seus livros e artigos.

*apesar de alguns exercícios para aumentar o pênis de fato serem eficientes - eu mesmo comprovei - eles são muito desconfortáveis, tem de ser feitos continuamente, tipo dia sim / dia não e podem causar lesões muito sérias. Dá para aumentar e engrossar o bilau temporariamente, tipo, por umas duas a 3 horas, com o uso de uma bomba peniana, mas é um exercício perigoso, sem o aquecimento adequado ou forçando demais, estudos dizem que pode lesionar de forma irreparável. Exercícios manuais de aumento também funcionam e tem um caráter mais permanente, mas são tão perigosos quanto a bomba e devem ser muito bem estudados antes de se tentar executar.

E tenho também que expressar meu mais absoluto repúdio às mulheres que usam isso como forma de manipulação, ou como forma de diminuir de qualquer modo os homens com quem conviveram. E não, vocês não tem o direito de contar sobre nossa anatomia para suas "amigas", mas aí o risco é de vocês. Vocês só não sabem ou não entendem a baixeza por trás disso, porque não são homens. Se você está insatisfeita com o tamanho do pênis do seu namorado, você cai fora, você não humilha o cara até ele colapsar completamente na sua mão. depois de um ano de tortura psicológica.  


Para os casais em que há de alguma incompatibilidade, mas também há respeito e admiração mútuos, eu penso, pra ser prático, que entre aumentar o pé 39/40 se o sapato é 48/50 ou diminuir o sapato, mais fácil diminuir o sapato do que aumentar o pé, não de modo invasivo, mas com exercícios adequados, como a fisioterapia do assoalho pélvico, que não é apenas para ex-grávidas*. 

*O que causa frouxidão vaginal após o parto não é o parto normal, é o peso do bebê no assoalho pélvico durante a gestação, além de outros fatores, como obesidade: mais um exemplo do que até os médicos não sabem direito. A chegada da menopausa pode ter a frouxidão vaginal como sintoma, mesmo que a mulher nunca tenha tido filhos.

Eu juro, mais desbocado atualmente eu ando é inteligente, acho que a predição dessa ex talvez tenha funcionado. Ela escreveu, por email, em resposta a uma resposta ruim que eu dei num dos emails ocasionais que ela enviava, depois que terminamos, Fique com seu P(português) enorme, dessas coisas ofensivas que ela sempre dizia e que antes eu achava que ela dizia só pra me incomodar, mas tinha tanta coisa dúbia que ela dizia e escrevia que hoje eu acho que ela tinha alguma espécie de atraso mental, porque ela mal sabia escrever em português e em algum dos emails dúbios dela eu perdi a paciência e disse o óbvio, que ela sequer sabia escrever em português, daí ela saiu com essa, fique com seu Português enorme, e com outras do tipo, agora pude comprovar, realmente maior é melhor. Todas essas ela teve a pachorra de me escrever por email depois que tínhamos terminado, enquanto eu navegava num inferno de dor pessoal, com a volta das ideações suicidas, na perda repentina de cabelo e da vontade de viver, só ver meus posts de 2014. Eu sei que tudo isso que eu escrevo parece uma grande vingança, mas não é, é exatamente como eu vejo e eu creio que escrever isso pode ajudar alguém lá na frente a escapar de alguém assim, além de ser uma espécie de redenção, por tudo o que eu sofri calado nesses últimos dois anos.

Minha namorada atual, às vezes fica com a impressão que eu não a desejo, quando o que acontece é que algumas vezes eu evito uma intimidade porque eu sei que vou falhar ou essa é a ideia predominante no momento íntimo. O que era pra ser prazeroso, se torna uma missão em prol da performance, um brinde a hipocrisia de nossos dias, perpetrado por quem mais odeia a hipocrisia dos nossos dias, eu mesmo, que me preocupo mais com o meu desempenho e menos com o prazer. Mas mesmo ela tendo só 25 anos, que ela completou há poucos dias, eu não sinto a pressão de ter de comparecer, porque nosso relacionamento não é uma patifaria qualquer. 

Acho que as mulheres não fazem ideia da quantidade de caras que passam por isso. Ou é conveniente para elas não fazer ideia, porque esse é um terreno fértil para manipulação, ainda que a manipuladora não tenha graduação em psicologia. Se tiver, parafraseando minha algoz, cê tá fudido. Essa ela disse quando eu cansei de tudo, resolvi revidar por telefone e a chamei de arrombada.


Eu posso não ter um pau de 20 cm. Mas vir falar disso aqui, considerando o quanto eu sofri com isso, me diz que minhas bolas são as coisas mais raras desse mundo. 

Fui. 

9.11.15

Papel de ostra.




A ostra, errante como só um mar de ilusões permitiria, mudou para longe, depois de novo ciclo de destruição de relações, sempre criando suas intrigas, uma dessas únicas coisas que lhe dava prazer. A ostra errante precisava viver uma vida de ilusão, a pior das ilusões, a ilusão de que ela era uma boa pessoa e para conseguir isso, ela enchia o espaço normalmente reservado nas pessoas reais para sentimentos de verdade, com um pacote completo de ilusões, que ela usava para manipular o que fosse do seu interesse naquele momento fugaz (tudo é fugaz para ela), como amizades, sexo ou seu trabalho, não importa, porque, assim como para toda pessoa que não é bem pessoa, nada faz muito sentido mesmo, a ostra errante não entendia ou fingia não entender que o seu papel nesse mundo é, tão-somente, de ostra: Não faça nada, que assim mesmo, estragada como é, você já mata um.

Então, aproveite a maré e fuja, ó ostra errante! Fuja do rastro de destruição que você deixou pra trás, as mentiras, as intrigas, os erros, as dívidas com terceiros e o melhor, fuja de si mesma! Fuja, que seu destino é fugir! Acredite, que tudo o que você fez, que todas as mentiras que você contou, continuaram e continuarão sem ser descobertas. Acredite cegamente e fuja, enquanto inventa pra si a ilusão de que é uma boa pessoa, coitada! e pros outros a ilusão de que é perseguida, coitada!, reforçando sempre seu papelzinho de vítima, ou aquele papinho mole de seres com atraso, preguiça de pensar ou as duas coisas, que diz que rememorar uma tragédia para não cometer jamais o mesmo erro é saudade, como se ninguém nessa vida jamais se recordasse dos piores infernos que passou, ou pior, como se recordar do inferno pelo que se passou significasse apenas o desejo de estar novamente nele, esse papo reducionista de gente que não estudou muito bem porque não é gente, é ostra e sabe que é ostra, mas não aceita ou não quer acreditar que é ostra. Como se explica para uma ostra que pra ser pessoa e não ostra, tem que ter sentimentos? A gente não explica, a gente olha a ostra de longe, lembrando do seu gosto azedo, que é pra não se intoxicar de novo.

Ui! Quero dizer, fui! Credo, hahahahaha.